2005/07/31

Liberdade ou “Lei da Selva”?

Aqui e também em EDITORIAL
O Principal “valor” das chamadas “Democracias Ocidentais” é a “liberdade”!
A Liberdade é um valor que todos prezamos, que tem significado entendida como direito individual… Mas, sendo nós seres essencialmente sociáveis, a Liberdade também tem (necessita de ter) um significado “colectivo”. Nada nem ninguém se consegue subtrair a essa verdade, a da nossa, intrínseca e absoluta, dimensão colectiva. Ninguém seria o que é sem a sociedade, sem essa dimensão colectiva. Sem a nossa dimensão “colectiva”, nenhum valor existe, ou tem significado.
Em boa verdade nem as pessoas têm importância ou valor, porque estes lhes são “consignados” sempre, e apenas, na “dimensão colectiva”.
Impõe-se, portanto, reescrever aqui aquela expressão que define, magistralmente, o que é a Liberdade: “A nossa liberdade termina onde começam os direitos dos outros”!
Os piores atentados à nossa liberdade, individual ou colectiva, centram-se, hoje, na invocação dos valores essenciais da sociedade, não para que os defendamos, intransigentemente, na sua essência e plenitude, mas como via de alienação, demagógica, colectiva, bem ao estilo da “psicologia de massas” do nazismo, para “legitimar” os mais ferozes e soezes ataques e violações desses mesmos princípios fundamentais.
Todos já nos cansámos de ouvir os facínoras que governam o mundo e os biltres, seus lacaios, dizer e redizer que, a luta contra o terrorismo, se justifica pela defesa de (“our way of life”, “our freedom”, “our democracy”), enfim, “not our”, porque eu nada tenho a ver com isso; e, como eu, uma boa parte da sociedade, que neste momento já é a imensa maioria.
Claro que, nesta campanha abjecta, se pretende usar e abusar do “prestígio” dos princípios fundamentais da democracia, para nos impingir a “legitimação” da sua violação, como se esses princípios e seu significado, pudessem ser apropriados e desvirtuados por uns quantos. Mas o terrorismo dos estados sempre se “justificou” deste modo. Bom! Não se pode dizer que tenha sido “sempre”, no tempo da barbárie, de que estamos a tentar sair, não era necessário justificar as guerras. Bastava ter capacidade para as “empreender”. Mas nós não estamos na barbárie (ao nível do desenvolvimento intelectual e filosófico) e não queremos voltar à barbárie e a “justificação” das respectivas barbaridades.
Mas também todos sabem que as campanhas de “psicologia de massas” pressupõem que as pessoas não pensam, se devem limitar a “engolir” a demagogia assim mesmo como vem preparada… Por isso ela é secundada por um coro de vozes concordantes (de lacaios abjectos, vendidos) e pelo silenciamento implacável de todos os restantes, que somos a esmagadora maioria.
Quer ao nível individual, quer ao nível internacional, a liberdade não existem sem que “se respeitem os direitos dos outros”, porque, quando se violam os direitos dos outros, deixa de haver liberdade para passar a ser criminalidade.
Perguntem à população Iraquiana o que é que eles pensam do conceito de Liberdade das “democracias Ocidentais”! Perguntem aos Presos de Guantanamo e dos outros campos de concentração, mantidos pelos USA, o que é que eles pensam desse mesmo conceito de Liberdade! Perguntem às pessoas que têm sido vítimas da CIA, na sua campanha para “fabricar terroristas”, já aqui denunciada, o que eles sabem, agora, depois destas suas experiências surreais, do real significado desse mesmo “conceito”! O real significado deste conceito, agora, na situação que vivemos sintetiza-se assim: TERRORISMO!
Alguém comentava, em Sociocracia, sintetizando, magistralmente, o que estou a tentar dizer desta forma:
“A guerra está associada a morte, a destruição, a vandalismo, em suma, a opressão e a terror.
A guerra surgiu para que uns tantos inábeis se pudessem apropriar das criações de outros mais cordatos e, por isso, mais criativos.
Provocando a destruição e a extrema miséria consegue-se uma total submissão, por parte dos deserdados, e torna-se muito fácil enriquecer à sua custa. Este é que é o móbil das guerras!
Tanto quanto penso, a palavra "terrorismo" deve ter a sua origem em "terror" e as guerras - mesmo que (in)devidamente legitimadas - provocam grandes ondas de terror.
Penso que, para uma humanidade que se quer civilizada, é lamentável que se defenda ainda a barbárie, tenha ela a forma que tiver
...”
O sublinhado é meu e expressa o problema essencial, quanto a esta questão, evidenciando a verdadeira dimensão criminosa (contraditória com a liberdade, a democracia) do uso da força.

Num post anterior (aliás, em vários) falei da necessidade de “colocar as pessoas certas nos lugares certos”, de colocar as pessoas a fazerem o que sabem e gostam de fazer, para que a sociedade funcione, para que haja progresso. Também já o disse, várias vezes, que isso é tarefa da democracia, que só a democracia pode garantir.
AS guerras são contrárias ao progresso e à civilização (e os USA haverão de “compreender” isso, talvez da pior forma possível, para eles próprios)
No nosso país, sofremos, de forma dramática, as consequências de, a liberdade como a entende esta escumalha, em conluio com a “iniciativa privada” e a “economia de mercado” impostas pela “força” da perfídia de uns (legitimada por quem detém o poder) não respeitarem as pessoas, não gerirem as “nossas” competências, não colocarem as pessoas certas nos lugares certos. Este sistema não resulta porque aqueles que são espoliados pela violência (ou pelas regras do mercado e pelos tribunais) deixam de ser mobilizáveis, de ser úteis, quer porque são destruídos, socialmente, quer porque não se conformam com a condição de escravos da infâmia.
O que pretendo evidenciar, com isto tudo, é que a apropriação através da violência é contrária aos princípios fundamentais que regem as sociedades civilizadas e prejudica o progresso e o desenvolvimento.
O que pretendo, com tudo isto, é engrossar a contra-corrente que se forma contra a barbárie, fazer valer o facto de sermos a esmagadora maioria, quer da população portuguesa, quer da humanidade.
O que pretendo, com isto, é mobilizar vontades para que, como maioria, vejamos concretizadas as regras básicas da sociedade, e as decisões fundamentais, quanto a estas matérias tenham de passar a ter a aprovação da maioria das populações, só possível através de consultas directas específicas, devido ao elevado número de abstencionistas.
O que pretendo é que conquistemos a concretização dos direitos que nos assistem, como o exige a democracia, o progresso, a civilização. Esta discussão e estas ideias têm de, urgentemente, sair da clandestinidade (destes espaços, na NET) para se poder recuperar a esperança da generalidade da população… É um direito que nos assiste, de liberdade, vermos as nossas opiniões discutidas e divulgadas, em igualldade de circunstâncias com todas as outras... Mas esse direito, teremos que conquistá-lo com muito esforço (apesar de sermos a esmagadora maioria, porque se pretende que a maioria da maioria não tome consciência disso: de que somos a maioria, de que faz parte da maioria. Têm de permanecer pansando que são insignificantes, que estão sós...)
Não pudemos cruzar os braços, perante tanta infâmia, se queremos fazer jus à nossa condição de seres humanos.
Vou terminar por aqui, para me não alongar, mas prometo não esquecer o assunto…

2005/07/04

EMBUSTE!

... e Os temas de EDITORIAL.

Embuste é o eufemismo (mais soft) que pode definir o estádio actual da nossa DEMOCRACIA (e também da liberdade ou de qualquer outro sistema político, digno).
O “embuste” é tal que os políticos mais conceituados usam e abusam da mentira, como se fosse normal. (Para não falar das mistificações, das “meias-verdades”, da ocultação de factos e violações da liberdade de expressão) como se fosse normal, e até legítimo, do ponto de vista da “luta política”.
Sim porque a “luta política” é uma “entidade”. Nada tem a ver com a governação dum povo…

Esse é outro EMBUSTE: o ponto de vista da luta política, pelo poder, de acesso exclusivo para os que “percebem”, que deixou de ser a função nobre, de tratar da coisa pública, que interessa a todos (logo: de que todos devem perceber. E percebem).
Assim se foram criando dois mundos: o nosso, cheio de problemas sem solução; e o deles, onde os nossos problemas não contam, para que os “problemas” deles possam ser “resolvidos”, numa inversão, absurda, do que deve ser a política.
“ELES” até já criaram um “reflexo condicionado” (politicamente correcto), em certos rafeiros com acesso aos OCS, para achincalharem a “atitude” de a gente dizer “eles”… imaginem!
São “eles” que optam por ser “eles”, por nos ignorarem. Mas "acham" que nós devemos ter por “eles”, o respeito que “eles” não merecem.
Ou seja: devemos “interiorizar” a nossa insignificância, subservientemente, e “aceitar” a importância absoluta e universal, exclusiva, d’ELES. Ainda por cima, para eles terem “legitimidade” de passarem o controlo do poder para as mãos do pior tipo de mafiosos, de criminosos, que há.
Tem de haver uma forma de ELES perceberem que a sua impunidade acabou!
Tem de haver uma forma de ELES perceberem que, em democracia, não se admitem as mentiras e todo o outro chorrilho de abusos que praticam.
Tem de haver uma forma de ELES perceberem que, em Democracia, são as pessoas que contam, em primeiro lugar e não os políticos. Os políticos só contam na medida em que o mereçam, na medida em que sejam dignos e exerçam as suas funções correctamente; isto é: tendo em conta os cidadãos…
Tem de haver uma forma d’ELES perceberem, para o seu próprio bem… Ou será que vai ter de ser à paulada, para que as pessoas se façam ouvir? Já esteve mais longe!
Tudo isto a propósito dos temas da semana, no blog EDITORIAL:
(1) Os traficantes do século XXI, de Hammer
(2) Presente de Marginal
(3) As nossas Características e Apelo, de Raul
(4) Esta semana e Venceremos de Al-Maqqari
(5) Vinte e um d’IVA e O Sistema II, de Zecatelhado
(6) Clarificar e “especificar” os objectivos!, de “eu”
(7) Passo a Passo, de Marginal. Como a U.E. pretender impor, na agricultura, os OGMs

Vão até lá, adiram, se acharem bem…

2005/03/30

Proposta de alteração do Sistema Eleitoral!

Em "a Mesa do Costume", no Tema: "Que sistema Eleitoral queremos", deixei uma proposta de alteração do sistema eleitoral. Como se fala em alterar a lei, justifica-se que retome, aqui, a dicussão deste tema, refazendo e aperfeiçoando a proposta:
"Propõe-se a criação de um círculo uninominal por cada distrito, mais um circulo nacional a que corresponda o número máximo de 150 Deputados. A eleição dos lugares de deputados correspondentes à emigração deve ser tratada separadamente, para não serem adulterados os valores da abstenção.
Que passe a ser eleito um deputado por cada distrito, correspondente ao partido (ou coligação, ou individuo) mais votado. Cada força política concorrente só terá que apresentar um nome, em cada distrito.
Que os deputados de cada formação política, concorrente a nível nacional, sejam eleitos na correspondência exacta da percentagem real de votos obtidos; ou seja, a cada um por cento de votos deve corresponder um por cento de deputados, até um máximo de 150 lugares, ficando vagos os lugares relativos à abstenção votos brancos, votos nulos e atribuídos aos pequenos partidos, se estes não se manifestarem em contrário.
O número máximo de deputados passaria a ser de 150, pelo país, mais um por cada distrito, mais os 4 da emigração.
Que os lugares não ocupados, no parlamento, sejam considerados como "opiniões desconhecidas", devendo as matérias mais controversas ser decididas por referendo (que deve poder ser convocado sempre que as "opiniões desconhecidas" possam ser determinantes para a respectiva decisão).
Que a adequação do desempenho governativo e do parlamento sejam referendadas em cada dezoito meses de vigência dum mesmo mandato, devendo o parlamento e/ou o governo, serem destituidos se não obtiverem mais de 50% de votos positivos.
Que estas propostas de alteração sejam referendadas e decididas por toda a população."
A meu ver, alterações desta natureza só são legítimas se decididas, directamente, pelos cidadãos. Os políticos e deputados são parte interessada, pelo que não têm legitimidade democráticva para decidir acerca de temas destes.
Esta proposta tem tanto direito a ser discutida publicamente e submetida a referendo como qualquer outra, visto que é diferente de todas as outras conhecidas.

2005/03/10

Ainda os Resultados Eleitorais e a Democracia!

Publicado em 25/02/2005
Volto a este tema porque, a meu ver, não perdeu oportunidade e tem a maior importância para o que pode, ou não, ser o nosso futuro, para a possibilidade de resolução dos nossos problemas.
Publiquei os resultados eleitorais, com as percentagens de votos obtidas por cada partido, correctamente calculadas, como deviam ser publicadas e “aplicadas”.
Hoje vou apenas sublinhar as duas vigarices em que assenta esta, falsa, maioria absoluta do PS.
Primeiro, por obra e graça da exclusão (nazi) dos eleitores que se abstiveram, os 29,3% de votos obtidos pelo PS foram transformados em 45,05%. Não é brincadeira! São 37 deputados que não são eleitos, mas vão ocupar os seus lugares, chulando o país. Eu também queria ter assim uma “actividade”, em que pudesse ver a respectiva “posição” no mercado incrementada em 54,6%, assim sem mais nem menos, sem nada ter que fazer para o merecer.
Mas, como todos sabem, a vigarice não se fica por aqui. Sim porque 45,05% dos votos não é, nem de perto nem de longe, igual a maioria absoluta. Aqui entra a segunda vigarice: o método d´Hondt, que “transforma” estes 45% em 52,6% de deputados.
Portanto, o “incremento” gratuito da “actividade” passa a ser de 79,5%. Grande negócio (de vigarice) que é a política, onde se tem direito a tudo, de graça. Pudera! São eles que decidem isto tudo. Imaginem que, na vossa actividade, podiam fazer leis e regras que vos permitissem, com o mesmo esforço e mérito, auferir mais 79,5% dos vossos "rendimentos ou benefícios" actuais! Era bom não era? Mas não era democracia!
Porque é que as pessoas não têm o direito de saber isto e de ser consultadas sobre o assunto, para se saber se estão de acordo? Porquê? Que raio de “democracia” é esta em que temos de nos conformar com regras que não fizemos e sobre as quais não fomos ouvidos?
Quando isto se alterar, quando houver respeito pela democracia, os nossos problemas poderão começar a ser resolvidos. Antes nunca!
Daqui a meses, quando o governo começar a cometer os crimes do costume, a tentar impor-nos a continuação da degradação da nossa situação social e económica, apenas por causa da sua incompetência, do seu compadrio e tráfico de influências (e por não haver democracia), vai voltar a “vir ao de cima” a situação real de mais de 70% da população estar contra o governo, porque este nunca mereceu, sequer, o seu apoio ou confiança. E assim se repetirão as crises, se perpetuará a instabilidade, sem solução para os nossos problemas.
Apenas mais uma palavra, contra os gastos excessivos e inúteis, dos partidos, para custearem as campanhas eleitorais.
Segundo um dos “inquéritos” “online” do “sapo”, mais de 80% das pessoas não foi influenciada pela campanha eleitoral, na sua opção de voto. Então para quê gastar tanto dinheiro (dar tanto dinheiro aos partidos) em campanha eleitoral? Não há nada mais útil para fazer, com o dinheiro, neste país?
Agora mesmo ouvi uns quantos “tachistas” a pedir aumentos consideráveis dos vencimentos dos ministros. Para quê? Pela sua competência (ou representatividade) não é.
Claro que os “ditos” juntavam à “proposta” (de aumentos para os ministros) uma série de exigências de medidas nazis, pelas suas consequências para o agravamento da nossa situação social. Quem é que mandatou “estes espécimes” para tentarem usar assim o dinheiro do estado, para subornar os (futuros) ministros, a seu favor???
Isto ultrapassa todos os limites do descaramento e da falta de pudor!

2005/02/22

Resultados Eleitorais Legislativas 2005

As contas, como devem ser feitas, sem vigarices, nem mistificações.

------------Núm. Eleitores ------ % reais
-- votantes --- 5 711 981 --------- 65,02%
-- Abstenção-- 3 072 721 --------- 34,98%
-- PS --------- 2 573 302 ---------29,29%
-- PSD ------- 1 638 931 --------- 18,66%
-- CDU -------- 432 139 ---------- 4,92%
-- CDS -------- 414 855 ---------- 4,72%
-- B.E. --------- 364 296 --------- 4,15%
-- Outros ------ 121 138 ----------- 1,38%
-- Brancos ------103 555 ---------- 1,18%
-- Nulos --------- 63 765 ---------- 0,73%
-- SOMA % --------------------- 100,00%
-- Soma % votos expressos ------- 65,02%

Agora comparem estes valores, com os resultados oficiais, calculados na base da vigarice que é todo o nosso sistema representativo:
-- Abstenção-- 3 072 721 ---------- 34,98
--- PS ------ % "oficial" de votos --- 45,02
--- PSD ----- % "oficial" de votos --- 28,69
--- CDU----- % "oficial" de votos ---- 7,57
--- CDS ----- % "oficial" de votos ---- 7,26
--- BE ------ % "oficial" de votos ---- 6,38
--- Outros--- % "oficial" de votos ---- 2,12
--- Brancos-- % "oficial" de votos ---- 1,81
--- Nulos---- % "oficial" de votos ---- 1,12
--- Soma destas % -----------------134,95 ?? (Todos sabem, que a soma dum conjunto de percentagens, correctamente calculadas, dá cem (100))

Total de eleitores que recusaram votar nestes políticos 3 240 041 igual a 36,89%
Total de eleitores que não são representados por estes deputados (excluindo a emigração) 3 361 179 igual a 38,26%. Excluir tanta gente das decisões sobre a nossa vida colectiva, riscá-los, pura e simplesmente, do mapa, é um acto de puro nazismo.
A abstenção, de facto, desceu. Tenho pena das pessoas que se mobilizaram, para votar nestes vigaristas, pensando que isso iria contribuir para resolver os nossos problemas colectivos, porque não merecem a desilusão que vão ter, a partir de hoje. Em contrapartida, os votos em branco quase que duplicaram. Mas disso ninguém fala. As opiniões dos cidadãos mais esclarecidos não importa, apenas a daqueles que ainda têm ilusões, que podem ser manipulados pelas máfias que nos governam. Foi assim, com este tipo de percentagens, que começou o B.E.
Conclui-se que apenas foram eleitos 140 Deputados, em vez dos 226 anunciados. Portanto, para o parlamento, vão (226-140) 86 Deputados que não representam quem quer que seja, que vão apenas chular o país, porque usurparam representação que não têm, e recebem dinheiro que não lhes pertence, que devia ser usado para melhorar as condições de vida da população e permitir tomar medidas que impulsionem o desenvolvimento da economia.Sobretudo os pequenos partidos deveriam compreender as vantagens deste procedimento, porque sempre representam alguém que, nas questões concretas, tem o direito de ter a sua própria opinião, em vez de se ver excluido do mapa dos vivos (onde só existe para pagar impostos e ser vítima de todas as patifarias. Por isso tanto se foge aos impostos. As pessoas não têm motivos para pagar, porque também não têm direitos).
Os cépticos, por favor, façam as contas e verifiquem por si mesmos!
Isto é uma vigarice, prejudicial à democracia. Impede que o país progrida.
É claro que um governo, eleito na base da vigarice, de cuja representatividade estão afastados mais de 38% da população, só pode ser mais um governo a prazo, um governo para alguns meses, 10?, 20?, 30?, que vão ser de agravamento das nossas condições de vida e da nossa já desastrosa situação política económica e social.
Este governo, assim "enfatuado" de falsa maioria absoluta (com 29,29% dos votos, imagine-se), não vai resolver nenhum dos nossos problemas reais, daqueles que afectam as nossas vidas, as vidas de milhões de cidadãos. E, sem isso, o país não progride, a nossa situação não melhora e o próprio governo estará condenado, a curto prazo.
Na realidade, o que se vai verificar quando se justificar a contestação a este governo, é que mais de 70% dos cidadãos estão contra. Sempre foi assim e esse facto é o principal factor de instabilidade. Se os governantes tivessem isso em conta, nas suas actuações, muitos problemas se evitariam.
Assim nunca será possível eleger um governo para uma legislatura, ou sequer ter a estabilidade mínima para progredir.

Resposta a um "mail" sobre os resultados eleitorais!


Oh meu caro,
Você não percebeu nada do que eu quis dizer, mas eu vou tentar explicar.
(1) Eu defendo, (porque é uma lei da vida, reconhecida por todas as pessoas minimamente evoluídas, esclarecidas), que existem, em todos os tempos e lugares, as soluções para todos os nossos problemas e também as pessoas adequadas para cada cargo e função; isto é: as pessoas capazes de “executar” essas soluções.
(2) Uma democracia, que funcione, de facto, deve permitir que isso aconteça (que se encontrem as soluções e que se coloquem as pessoas certas nos lugares certos), naturalmente, apenas pelo facto de ser democracia e funcionar
(3) Portanto, apenas podemos concluir que estamos nesta situação desastrosa, porque a “nossa” democracia não funciona.(Inventam-se muitas desculpas, mas são apenas desculpas). Até porque, para que a democracia funcione é necessário que haja responsabilização de quem falha, ou prevarica, que esses sejam punidos e afastados dos seus cargos.
(4) É responsabilidade de quem governa garantir que a democracia funciona, corrigindo as más práticas. Mas, quanto aos eleitos, compete aos eleitores “puni-los” pelos seus maus desempenhos. E até dizer que nenhum dos que se apresentam às eleições (daqueles que a comunicação social e os compadrios promovem) reúne as condições para merecer o seu voto.
(5) Tudo isso é democrático, mas apenas se for eficiente. A democracia não funciona sempre que se dizem mentiras, se aldrabam contas, etc.
(6) Ora, as contas dos resultados eleitorais estão aldrabadas. As percentagens atribuídas a cada partido não são as reais. E, amanhã, na vida do dia a dia, o que se vai fazer sentir é a realidade. Por isso os governos não têm estabilidade, porque partem duma situação fictícia. As contas oficiais, começaram por “transformar” 29,29% em 45% de votos e depois ainda transformaram esses 45% de votos em mais de 50% dos deputados. É só aldrabices, manipulações, logros, que impedem a resolução dos nossos problemas.
(7) Não sei o que é que você pensa que vai ser o país agora, após as eleições, mas eu não acredito (e a maioria da população portuguesa também não) que alguma coisa de realmente importante mude. E pode mudar, se a realidade aparecer à luz do dia, se os políticos forem obrigados a alterar os seus critérios, a praticar, realmente, democracia.
(8) Também não sei o que é que você pensa que seja a utilidade de 230 Deputados, na Assembleia, a custarem uma fortuna ao país, a gastarem, inutilmente, dinheiro que devia ser usado a resolver problemas reais. Mas o pior é estarem lá 86 Deputados que ninguém elegeu, que não representam quem quer que seja. Ora, se a forma de os cidadãos responsabilizarem os políticos, está restringida ao uso que fazem do seu voto, por uma questão de decência e idoneidade mínima do sistema, só deviam tomar posse os deputados realmente eleitos. É o que eu chamo valoração da abstenção.
(9) Até porque, meu querido amigo, a melhor forma de resolver os problemas (a única forma de resolver os problemas) é enfrentar a realidade, actuar de acordo com a realidade, ter em conta a realidade.
(10) A maioria absoluta do PS representa, apenas, 29,29% dos eleitores e, amanhã, quando as nossas condições sociais se agravarem, por causa dos arbítrios prepotentes dos barões do PS, que os próprios acham legitimados pela sua (falsa) maioria absoluta, o que a realidade vai reflectir é que esse partido apenas tem o apoio de 29,29% dos eleitores. Assim, as crises e a instabilidade são permanentes, com consequências desastrosas para o agravar da crise.
(11) Por isso eu defendo que é necessário implementar um sistema verdadeiramente democrático e justo, que permita que a democracia funcione, onde o rigor e a exigência de eficiência (de que cada um justifique, integralmente, o ordenado que recebe) comece pelos deputados e governantes. Com aquele exemplo de inutilidade e parasitismo, (o parlamento) tão escandalosamente bem recompensado, como é que se pode exigir disciplina e rigor e eficiência e esforço aos cidadãos? Para quê, se quem ganha os bons ordenados são aqueles que nada fazem?
(12) Porém, independentemente da escolha de cada um e suas consequências, eu apenas acho que a opção de cada cidadão deve ser respeitada na íntegra. Isso implica que apenas tomem posse os deputados realmente eleitos; aqueles em quem alguém votou.
(13) Até porque a minha verdadeira proposta é que se destine ao parlamento apenas o dispêndio que ele merece e o país pode pagar e que se reduza o número máximo de deputados para cem (100). Isso faria com que o número total de deputados que tomariam posse fosse, apenas, 65. Já imaginou a quantidade de dinheiro que se poupava? Consegue me enumerar, sem sofismas e sem gaguejar, utilidade prática, do parlamento, que justifique um dispêndio de dinheiro superior? Para não falar nas regalias e nos vencimentos, escandalosos, dos deputados, decididos pelos próprios, que eu acho que deviam ser decididos pelos cidadãos.
(14) Mas, deixe-me que lhe diga, o meu mail destina-se apenas a fazer com que as pessoas saibam os valores reais das percentagens de votos obtidas por cada partido. Mesmo assim garanto-lhe que já recebi mensagens bem mais malcriadas do que a sua. Para alem dum “mail” devolvido pela “Oninet”, com a mensagem: “Nondeliverable mail”.
(15) Eu pergunto: porque é que a verdade causa tantos engulhos a tanta gente? Porque é que estas pessoas não sabem lidar com a verdade? Só pode ser porque também não sabem lidar com a democracia, porque sabem que, se a maioria das pessoas tivesse consciência desta realidade, eles não poderiam continuar a actuar como até agora, teriam que ter em conta os cidadãos. Portanto, só se pode concluir que aldrabam e enganam as pessoas, conscientemente e deliberadamente, porque sabem que têm a oposição da maioria dos cidadãos. Mas, repito, caramba! É apenas a realidade, crua e nua, dos números. Publiquem eles os valores correctos, que eu já me calo. Mas não! Esta gente não sabe lidar com a verdade e esse é o nosso pior problema, aquele que impede a resolução de todos os outros problemas.
Como vê, do que eu ando à procura é de mais rigor e de mais democracia, de respeito pelas opções de todos e de cada um, de um país onde todos tenhamos lugar, de melhor e mais eficiente gestão e aplicação dos nossos recursos e do nosso dinheiro.
Um abraço!

Somos cidadãos, ou apenas números?

Publicado em 2005/02/19.
O sistema político com que a sacrossanta “democracia ocidental” (que não é democracia, nem ocidental, é apenas uma invenção de uns quantos bandidos) nos tenta impor a todo o custo, já nos transformou, há muito, em números abstractos, em objectos numa engrenagem ferrugenta que nos tem vindo a cilindrar a todos.
Para atingir esse objectivo, fomenta-se o mais mesquinho e vesgo individualismo, que nos isola no meio dos outros números, num raciocínio vesgo de absoluta misantropia, muito útil para escamotear as responsabilidades de quem nos governa (e de quem nos manipula massivamente e assim nos destroi).
Os nossos problemas particulares ou colectivos, não são resolvidos, nunca têm solução, negando a nossa condição de seres inteligentes que, ao longo dos séculos, sempre encontraram solução para todos os problemas, exactamente porque somos seres inteligentes.
Pois é! Os nossos problemas têm solução, desde que a sociedade funcione como deve, desde que se coloquem as pessoas certas nos lugares certos, desde que seja possível a colaboração organizada de todos, para resolver esses problemas. Quando falo disto lembro-me sempre do absurdo que são os incêndios, em cada verão que passa, e o quanto seria fácil resolver, de vez, esse problema, se a nossa sociedade funcionasse como deve, como sociedade. Mas não. Não adianta falar. Quem deve ouvir e fazer, não ouve nada, não faz nada. Quem tem os cargos não presta e os outros, os cidadãos, são apenas números.
Isto é assim com todos os nossos problemas, do dia a dia, que afectam cada cidadão, uma enorme quantidade de pessoas marginalizadas, a quem agora se prometem esmolas, porque nós somos apenas números; não somos cidadãos com direitos.
Isto é assim porque se institucionalizou um sistema de subversão da realidade, de manipulação e alienação das pessoas, para proveito de uns tantos criminosos, que teimam em nos destruir, como sociedade e como espécie, destruindo o nosso “habitat”, apenas para satisfazer a cega ganância de uns quantos criminosos.
É por isso que os nossos inúmeros problemas do dia a dia, os nossos problemas de cidadãos nunca são resolvidos, apesar de terem solução e de deverem ser resolvidos, a bem da nossa condição de cidadãos integrados numa sociedade, pertencentes a uma sociedade civilizada. Mas não, os nossos problemas concretos não podem ser resolvidos, por mais destruidores que sejam, para a nossa condição de cidadãos e para a sociedade, porque nós somos apenas números; coisas integrantes duma engrenagem que só existe para alimentar a perfídia de alguns.
Não permita que, mais uma vez, os seus direitos de pessoa humana sejam alienados, sacrificados, no altar da infâmia do sistema político que nos impõem e que nos destrói. Não vote, porque você tem esse direito (eu diria que tem essa obrigação, para sua própria defesa). Não vote porque, depois de amanhã, você volta a ser um número, uma peça duma engrenagem maldita, onde a sua condição de cidadão não tem lugar, onde, por isso, os seus problemas (que nem são problemas de cidadão, porque você não o é) vão continuar a não ter solução, nem mesmo que você seja capaz de os resolver.
Gritemos a nossa indignação, exijamos os nossos direitos integrais de cidadania. Nós somos cidadãos, com direitos, não somos números. Lembre-se de todos os problemas concretos que você conhece e tem vivido, na hora de votar. Abstenha-se, não vote, porque eles, os políticos, pertencem a outro mundo, por opção própria. Pertencem a um mundo onde não há problemas concretos (de cada cidadão), para resolver, e por isso não têm de se preocupar com a resolução de problemas concretos.
A abstenção é já a opção maioritária da população portuguesa e acabará por ser o grito de revolta de todas as pessoas que não aceitam a sua alienação a este sistema infame, que exigem os seus direitos integrais, de cidadania.
Para sua própria defesa e protecção, adira à abstenção (ou vote nulo)!

Que sistema eleitoral nos convém?

Que sistema eleitoral queremos? É simples! Um que funcione.
Um onde seja possível dizer a verdade e assumir os factos, com exactidão; onde não seja necessário baralhar as contas, excluir pessoas, manipular números, enganar, vigarizar, ocultar, mistificar.
Democracia é o respeito pela vontade da maioria. Os avanços tecnológicos têm sido utilizados para manipular, condicionar e controlar essa "vontade". Com isso deturpam-se e violam-se as regras básicas da democracia. Mas isso não altera o carácter desses procedimentos que, como são perversos, só podem atingir objectivos perversos. Em consequência, as pessoas ficam baralhadas e destruídas, sem saídas, mas também não aderem a este tipo de coisas, não apoiam quem as engana e molesta. Se a democracia funcionasse, sem tanta perfídia pelo meio, seria possível colocar as pessoas certas nos lugares certos; e toda a nossa vida seria muito melhor. É bom que percebamos isto, para podermos sair do actual beco, que tem saída apenas para o abismo.
Portanto, é necessário que seja respeitada a opinião de cada cidadão, porque o facto de ele, cidadão, não aderir a uma dada opção, é culpa de quem encabeça essa opção; é culpa da ausência de bondade dessa opção. Além do mais, o elevado nível de abstenção, justificadíssimo, faz com que os governos, eleitos com um apoio tão reduzido, fiquei fragilizados, logo após a eleição, dando início a uma nova fase da instabilidade política e social, de que se aproveitam, sempre, os mesmos patifes.
Os políticos e responsáveis da sociedade têm que perceber que só é possível melhorar a a situação do país quando os cargos forem exercidos com honestidade e eficiência, com rectidão, com dignidade. Os nossos males comuns não caem do céu. Têm origem na forma como os cidadãos são tratados e ultrajados, todos os dias. Essa situação só pode inverter-se, e devolver-nos a nossa esperança no futuro, alterando os critérios de quem decide. Para que isso seja possível é necessário o apoio e a mobilização de cada cidadão válido, que só se consegue respeitando a opinião de todos, valorando, devidamente, a opinião de todos.
Não é mais possível que um governo eleito com, apenas, 30% dos votos (como era o caso do governo de Durão Barroso), invoque representar uma maioria que não tem, para actuar como bem entende, porque, assim, não pode actuar, nem mesmo que seja para fazer o que tem de ser feito.
A solução está na valoração da abstenção. Essa é a chave para alterar os absurdos critérios de actuação que têm sido seguidos, até hoje. Não se pode pretender resolver os nossos problemas colectivos, ultrajando e vilipendiando cada cidadão, nas situações concretas da vida, apenas para proteger e compactuar com toda a espécie de criminosos. Até agora, isso, afastando as pessoas das eleições, não tem qualquer influência na "punição" dos políticos, porque estes são eleitos, na mesma, perpetuando e agravando os nossos problemas, os nossos males.
Sistema eleitoral?
Valoração da abstenção, com incidência no número de deputados eleitos e na duração dos mandatos: Os lugares de deputados, relativos à abstenção não devem ser ocupados; a duração do mandato dos eleitos, em exercício de funções governativas, ou outras, deve ter duração proporcional à percentagem de votos obtida na respectiva eleição.
Redução do número máximo de deputados para cem.
Estas alterações ao sistema eleitoral (ou outras) devem ser referendadas. Os cidadãos têm o direito de se pronunciar sobre este tipo de coisas; ainda mais quando os critérios e a actuação dos políticos não consegue resolver os nossos problemas colectivos.
Responsabilização dos políticos eleitos pela eficiência das leis que elaboram, pelo regular funcionamento das instituições, pela existência, de facto, de democracia, no dia a dia dos cidadãos.
Isto implica um controlo que tem de ser feito, periodicamente, pela totalidade dos cidadãos.
A periodicidade desse controlo tem de ser tal que não sejam possíveis os actuais arbítrios, com possibilidade de destruirem a nossa economia durante toda uma legislatura; ou que terminam com a queda dos governos por acumulação dos factores de crise.
O controlo tem de ser feito em tempo eficiente, de modo a prevenir os danos provocados pelas contantes crises. Se temos uma classe política que não é confiável, há que lhes colocar rédea curta, que os fazer arrepiar caminho enquanto é tempo. Há que lhes mostrar que não podem promover e permitir toda a espécie de crimes sociais, no dia a dia, esperando, com falácias, ficarem impunes apesar dos seus repugnantes actos.
É simples. Está aí ao alcance da mão... Mas não vai cair do céu.